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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CAFUNÉ




Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Ana Jacomo











Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra…




Ana Jacomo.



Ana Jacomo.














“Mas o melhor do abraço não é a ideia dos

braços facilitarem o encontro dos corpos.
O melhor do abraço é a sutileza dele.
A mística dele. A poesia. O segredo de
literalmente aproximar um coração do
outro para conversarem no silêncio que
dá descanso à palavra. O silêncio onde
tudo é dito sem que nenhuma letra precise
se juntar à outra. O melhor do abraço é o
charme de fazer com que a eternidade
caiba em segundos. A mágica de possibilitar
que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.”

Ana Jácomo.








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